Mudanças: cada um do seu jeito, mas sempre publicando.


Mudanças: cada um do seu jeito, mas sempre publicando.

                                                                                               Ubiratan Silva Alves

A única “coisa” que nunca vai mudar no mundo e naqueles que o habitam são as próprias mudanças.
Na nossa espécie de humanos, temos o privilegio de nos adaptar a qualquer tipo de mudança, seja ela qual for, a que nível atingir.
Nós humanos, durante a história e as mudanças do planeta, fomos nos adaptando e nos moldando seja fisicamente, fisiologicamente, motoramente, moralmente, eticamente, psiquicamente, emocionalmente, culturalmente e em todas as outras possíveis transformações.
Essas mudanças ocorrem como num circulo, ou seja, o homem muda, muda o planeta e consequentemente muda novamente nossa espécie, num circuito que seria impossível identificar o começo ou um possível fim.
Em outras espécies, seus membros não tem a mesma sorte. Muitas espécies foram extintas ao longo da história, de acordo com as mudanças no planeta e tantas outras ainda serão.
Exemplificando, temos humanos vivendo em condições extremamente diversas, ou seja, uns vivem ou sobrevivem com pouco alimento, outros em temperaturas altas ou baixas, outros sem agua potável e outros em tantas outras situações que nem temos ideias de como podem viver, sobreviver.
Atualmente fomos colocados numa situação adversa e porque não dizer inédita, ainda que nossa espécie tenha passado por outras situações analogicamente semelhantes.
A pandemia do Coronavírus nos colocou numa nova situação, de isolamento social, e como em todas as outras mudanças que nossa espécie passou, nos adaptamos, nos adequamos e criamos estratégias de utilizar da melhor maneira possível o tempo de reclusão.
Cada um em seu domicilio (ou em outro local) arrumou armários, consertou equipamentos, colocou em ordem alguns utensílios e objetos, assistiu filmes e séries e postou imagens e vídeos em diferentes meios tecnológicos.
E como postamos imagens e vídeos!
A quantidade de postagens aumentou e muito, fazendo que a todo o momento o celular nos comunicasse que deveríamos esvaziar a lixeira.
Expomos nossas vidas, nossos entes, nossos treinos físicos, nossos lemas, nossas invenções, nossas comidas, nossos desafios, nossos medos, nossas angustias, nosso sonhos, nossos lares...
Esse cenário nos seduziu a uma enorme exposição virtual daquilo que gostamos e não gostamos deixando-nos a mercê de observações, visões e comentários dos outros.
Se isso é bom ou ruim, se será bom ou ruim, apenas o tempo irá nos dizer ou ainda se tivermos que passar por outra situação semelhante, de outra pandemia, vamos rever esses procedimentos e criar outros protocolos, ou não.

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